07 julho 2009

Breve descrição da nossa Freguesia!

Freguesia de Rio de Galinhas
Largo da Igreja
4630 Marco de Canaveses
Informações gerais da freguesia
Área
2.10 km2
População Residente
1 838 hab
Densidade populacional
874 hab/km2
Orago: S.Miguel

Actividades económicas: Agricultura, panificação e fabrico de rações para gado
Património cultural e edificado: Casa dos Arcos da Barroca, Pátio, Portela e Sarnado
Gastronomia: Anho assado e arroz de forno
Colectividades: Desporto e Cultura Estação Rio de Galinhas, Associação Columbófila e Rancho Folclórico da Escola do 1º Ciclo de Rio de Galinhas


Caracterização da freguesia:

Rio de Galinhas é uma Freguesia cujo topónimo deriva de um dos dois ribeiros que a atravessam, e que já é referido em documentos do século IX. A abundância daquela espécie ornitológica terá estado na base do nome dado ao ribeiro, que posteriormente se alargou ao lugar e ainda mais tarde à Freguesia. Situada em região pouco declivosa, comparando com outras áreas do Concelho, Rio de Galinhas foi desde muito cedo escolhido pelas populações como ponto de passagem entre a importante zona de Canaveses e as terras de Baião, às quais pertenciam então Tabuado, Soalhães, etc.. Nome antigo na região portucalense, "Riu de Galinas", como surge em documento de 1080, conta com topónimos reveladores do seu primitivo povoamento. Assim acontece com Fundo de Vila, onde existiu uma "villa" rústica medieval.No século XI, aquele que era apenas um simples lugar foi propriedade dos fidalgos da linhagem dos Gascos desde Múnio Viegas, "o Velho". De geração em geração, foi parar às mãos de D. Unisco Viegas, que em 1103 doou ao Mosteiro de Paço de Sousa alguns dos seus casais em Fornos e em Rio de Galinhas.

Pelas Inquirições de 1258, sabemos que D. Afonso Henriques, ainda antes de 1140, havia coutado a Igreja de Santa Maria de Freixo e o Mosteiro de Tuías a Egas Moniz e sua mulher, Tereza Afonso. Sensivelmente na mesma época, honrou Santa Marinha de Fornos e São Nicolau de Canaveses. Estes privilégios vieram a ter um significado relevante durante vários séculos, porque ligou estas Freguesias beneficiadas por um interesse comum, baseado no controle da passagem vital entre o Douro e Trás-os-Montes. Desde muito cedo integrada no Couto de Tuías (embora não se conheça a data exacta), a Freguesia de Rio de Galinhas já o era nas Inquirições referidas. Foi de Tuías até meados do século XVIII; quando o couto foi extinto, passou para o Concelho do mesmo nome. Em 1835, Tuías, a Vila de Canaveses e algumas Freguesias de Bem-Viver e de Gouveia reuniram-se num só Concelho, o de Soalhães, extinto em 1852 para dar lugar ao de Marco de Canaveses. Pouco tempo depois, já no terceiro quartel do século XIX, um facto viria a transformar a face da Freguesia e de toda esta região.

Foi a construção da linha de caminho de ferro do Douro que, no seu percurso, aí deixou a Estação que serve o Marco. Do centro da cidade, rasgou-se uma estrada até ao comboio, construíu-se uma nova ponte sobre o ribeiro, para melhorar a ligação com Amarante, Tabuado e Soalhães, e lá partiram as fumegantes locomotivas em direcção à Régua. Começou nessa época, digamos assim, o desenvolvimento industrial de Rio de Galinhas, posto que os acessos eram a partir daí excelentes. Dentro da área da Freguesia, ganharam então destaque, ao longo do século, duas fábricas de moagem de trigo, a "Fábrica Electro-Moagem do Marco, Lda. " e a "Fábrica de Moagem do Marco". Muito próximas da Estação, eram então moderníssimas, chegando a moer cada uma delas dois mil quilos por hora. Mais do que as edificações de carácter religioso (uma palavra para a modesta Igreja Matriz, dedicada a São Miguel-o-Anjo), assumem particular interesse em Rio de Galinhas as construções senhoriais.
A mais importante de todas será porventura a Casa do Outeiro, conhecida por Casa dos Arcos. Foi construída no século XVII e posteriormente brasonada. Pertenceu primitivamente a Baltazar de Bulhões, que o vendeu ao Convento de Almoster. Este mosteiro aforou-o a Francisco Pires e sua mulher. A sua história está ligada à ascenção social de determinadas familias da Freguesia naquele período. É uma das mais antigas do género em todo o Concelho.
A Casa do Souto de Cima, apesar de pequena, tem um passado importante no que à nobreza local diz respeito. Foi edificada por Gaspar Carneiro de Magalhães no primeiro quartel do século XVIII, mas a sua capela, da invocação da Senhora Sant' Ana datada de 1711, deve ser anterior. É brasonada. Rio de Galinhas, que ocupa na parte norte do Concelho uma área de 2,10 Km2, tem registado uma evolução contínua ao longo dos anos. Numa Freguesia abrangida ainda pela cidade do Marco, é natural que seja o comércio a actividade predominante sua população. A indústria detém também papel de relevo na economia local, mas a agricultura tem vindo a decaír muito nos últimos anos. O Grupo Columbófilo do Marco e a Associação Desporto e Cultura representam a Freguesia a nível associativo, estando esta ultima parada há bastante tempo.